terça-feira, 23 de agosto de 2016

Olá!

Hoje me peguei pensando no livro "O Poder do Agora", do Eckhart Tolle (não terminei de ler ainda, mas estou tão apaixonada que já até mencionei ele no post anterior), que fala justamente do quão poderoso é o momento que vivemos no nosso presente. O Agora contém todas as possibilidades. É aqui que tudo acontece! Neste momento. Nem antes e nem depois! 

O autor escreveu no formato de perguntas e respostas, e eu vi muitas perguntas de pessoas que realmente não sabiam como focar no presente momento. Como fazer? Estas perguntas foram brilhantemente respondidas, mas ainda assim parece que nossa mente "furacão" quer sempre arrumar um jeito de achar um "e se?" pra complicar esse processo de aprendizado... 

Existem vários exercícios fantásticos para nos ajudar a nos manter focados no tempo presente: ao tomar banho, por exemplo, podemos prestar atenção à temperatura da água, a como ela cai sobre o nosso corpo... Também podemos procurar sentir o aroma e a textura do nosso sabonete etc; E hoje me veio em mente mais um exercício, que eu não sei se já foi mencionado antes, mas que pra mim é uma super sacada: uma forma muito bacana de se focar no presente é procurar algo no agora pra apreciar. O que existe de bacana no que você está fazendo ou observando agora? Tem algum perfume que você sente? Existe alguma música prazerosa tocando? Procure o que apreciar! Busque, neste momento, alguma coisa legal dentro do que você está fazendo. Foque nisso! Sem julgamentos. Sem "e se?". Somente viva esta sensação. 

Pra mim, o fato de decidir sentar aqui pra escrever, mesmo tendo um monte de coisas esperando pra serem resolvidas, já faz este momento valer muito a pena. :)


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Pontos de vista

Olá!

Como já aconteceu muitas vezes, hoje eu vim aqui compartilhar um insight que tive quando assisti a última aula online da linda da Flávia Melissa (aliás, super recomendo que dêem uma olhada no site dela!). Ela disse que o nosso ponto de vista não tem nada a ver com o que estamos enxergando, mas sim, onde nos encontramos para que vejamos as coisas de tal forma. Por exemplo, neste momento eu estou vendo meu computador. Logo atrás dele tem um rack com uma tv, os aparelhos da tv a cabo e da internet. Do meu lado estão meus gatos dormindo. No entanto, quem está lendo esta mensagem provavelmente está tendo uma visão completamente diferente. E olha só que coisa louca: ninguém está errado! Estamos sim, em locais diferentes, visualizando coisas diferentes, e todas as coisas que estamos vendo existem naquele espaço/tempo onde nos encontramos.

Isso me fez pensar no tanto de desentendimento causado por isso: pelo fato de estarmos enxergando as coisas por perspectivas diferentes, e também pelo fato de acharmos que nossa perspectiva é a certa e a do outro é a errada. O nome disso? Julgamento. Acredito que temos uma habilidade muito bem treinada em classificar o que vemos como bonito/feio, certo/errado etc... Até aí tudo bem, mas o grande problema é queremos forçar nosso próximo a ver as coisas pelo nosso ponto de vista, o que provavelmente é impossível já que, como dito anteriormente, o próximo pode muito bem estar em um local completamente diferente do nosso, e com certeza está vendo as coisas por uma perspectiva completamente diferente, e nem por isso mais certa ou errada do que a nossa.

Acho que só existe uma forma de conseguirmos entender o ponto de vista do outro: nos colocando em seu lugar... E ainda assim pode ser que não enxerguemos as coisas da mesma forma, porque ainda assim podemos ter pontos de vista diferentes.... 

O que fazer então? 

Sabe, deve existir um motivo pelo qual tenhamos tanta

s formas diferentes de ver as coisas... Na verdade eu diria que existem mini universos dentro de cada um, o que é fascinante! E não seria fantástico conhecer um outro universo? Se abrir para todo aprendizado que pode vir do universo daquele ser que coexiste conosco! Só que pra isso é necessário que exercitemos a arte de respeitar a existência desse verdadeiro "multiverso" onde nos encontramos, ao invés de lutar contra ele. Não só dói menos, como na verdade, pode ser muito mais prazeroso do que se imagina!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O lado bom

Olá!

Depois de mais de 1 ano sem postar nada no blog, resolvi trazer esse espaço de novo à vida. 

Hoje eu vi um post numa página que sigo no facebook (chamada "Soul Speaking", que em tradução literal significa "alma falando"), que dizia o seguinte: "Treine sua mente para ver algo bom em tudo". E isso me fez pensar no quanto nós temos dificuldade em ver o lado bom das coisas. Na verdade isso parece uma tarefa impossível. Mas sabe, talvez a gente ainda não tenha pensado na possibilidade de que visualizar algo pode ser uma habilidade a ser desenvolvida. 

Sem perceber, a habilidade de ver o lado negativo das coisas acabou sendo implantada na nossa mente, de diversas formas, por diversos motivos, por diversas pessoas e em diversos momentos. Isso agora não importa. O que importa é que assim como em algum momento treinamos para ver o lado negativo do que está ao nosso redor, pode ser muito possível nós nos treinarmos para redirecionar a nossa visão. 

Eckhart Tolle, em seu livro "O poder do Agora", diz que grande parte do nosso sofrimento existe porque somos dominados pela nossa mente, que é o principal obstáculo entre nós e nosso "Eu Superior". Por que? Porque nós pensamos que somos nossa mente! 

E agora vem aquele momento em que a pessoa que está lendo isso vai olhar e pensar "xiii, essa daí esqueceu de tomar a dose do remédio que coloca os parafusos no lugar", rsrs... Mas o que ocorre é que, na verdade, nossa mente é como uma ferramenta que arquiva nossas experiências, selecionando as categorias onde as mesmas deverão se encontrar para que futuramente nós possamos reencontrar esses arquivos para uso futuro. Isso é muito útil, já que nossa vida gira em torno das nossas experiências e como as utilizamos para acontecimentos futuros. Só que a grande sacada é que nossa mente não define quem somos na essência. Existe um "nós" que vai muito além dessa ferramenta que cataloga experiências. Existe um "nós" que se comunica com uma parte que a mente não acessa, porque não tem nada a ver com as experiências mundanas, mas sim com o que poderia ser chamado de alma. 

E é isso, o que a mente vê é muito pequeno em relação ao que a alma vê, mas como passamos muito tempo das nossas vidas enxergando as coisas pelas lentes da mente, não conseguimos acessar a visão da alma. É como se a alma fosse uma lente multifocal, e que a mente só conseguisse reproduzir lentes pra quem tem miopia ou hipermetropia, por exemplo. 

Então o que acontece é que: para vermos as coisas pela perspectiva da alma, devemos trocar a nossa "lente". Só que, como toda troca de "lentes", digamos, precisamos de um período de adaptação... Precisamos treinar nossos olhos para se acostumar com as novas lentes, e isso exige tempo e persistência, pois os olhos podem apresentar uma certa resistência num primeiro momento. 

Como é de se imaginar, é um processo que leva tempo, e só nossos "olhos" podem determinar o quanto isso vai demorar. Vai depender do quanto estávamos acostumados as lentes anteriores. Mas só quem se permite trocar as lentes vai poder, de fato, experienciar uma nova visão. Enquanto estivermos apegados as lentes que sempre usamos, veremos as coisas como sempre vimos. Simples assim. :)