Olá, amigos!
Eu voltei!!! Não sei se consigo manter uma constância aqui, mas hoje deu aquela vontade de dar uma passadinha (bom, a vontade surgiu ontem exatamente na hora que eu encostei a cabeça no travesseiro... Enfim, prossigamos!)...
Queria falar um pouquinho a respeito do uso de máscaras na vida. É difícil admitir, mas usamos máscaras o tempo todo. Na verdade eu posso falar por mim mesma: eu usava.
Desde a mais tenra idade a gente aprende a usar máscaras pelos mais diversos motivos, e todos convergem para um maior: o outro, o nosso próximo. Nós praticamente nascemos ouvindo que a opinião do outro é importante, que precisamos da validação do outro para fazermos o que quer que a gente queira fazer.
Durante anos eu li muitos livros na religião que eu tinha (eu me dizia espírita, mas hoje digo somente que sou espiritualista e pego o que acho que há de melhor em cada local que eu vou), e hoje vejo que entendi mal alguns dos ensinamentos... Eu entendi que eu tinha que me anular para que as pessoas fossem felizes. Com isso as máscaras começaram a aparecer e surgiu a Cinthia que meus amigos e alguns familiares conhecem: sempre generosa, sempre de bem com a vida, sempre um ombro amigo pra o que der e vier, sempre forte... sempre. Essas máscaras foram usadas incansavelmente durante anos a fio e hoje, 36 anos, início de depressão e alguns problemas de saúde depois eu percebi que não sou só essa pessoa "sempre alguma coisa"... Eu olho pra trás e vejo muito choro no chuveiro, no travesseiro (isso quando eu me permitia, porque eu aprendi também que chorar demais não era bom)... E vejo o tamanho da violência que pratiquei contra mim mesma. Sem saber, claro... Hoje eu acredito em uma das afirmações da neurolinguística que diz que "toda ação tem, por trás, uma intenção positiva", e eu sei que tudo o que eu fiz até hoje está carregado do que eu tinha de melhor.
O que ocorre hoje é um cansaço. Cansei de usar máscaras. Cansei de ser "sempre alguma coisa". Cansei de não ser eu. Isso, para algumas pessoas, vai ser chocante, e talvez até injusto, já que elas "compraram" uma imagem minha que na verdade nem sempre existe.... aliás, podem ter sido atraídas por algo em mim que talvez nem exista mais, já que assim como todos os seres, eu estou em constante evolução.
Por tudo isso, é com lágrimas de alívio que eu digo: estou destruindo minhas máscaras. Chega! Acabou a festa do caqui, rs... Quem estiver e chegar na minha vida vai ver uma pessoa de verdade, que tem sim seu lado generoso, divertido, amigo, sociável etc, mas que também aceita e precisa do seu lado sombra... Que muitas vezes vai querer ficar sozinha pelo simples fato de que quer ficar sozinha. E que vai se dar o luxo de ter perto de si o que e quem fizer bem. Talvez com isso a minha popularidade, tão arduamente conquistada, baixe... Mas tudo bem, com isso também a pessoa mais importante da minha vida vai sempre ter muito orgulho de mim: eu mesma.
Amor e luz para todos nós sempre!
Namastê!
