domingo, 24 de dezembro de 2017

Reflexões

Olá!

Muitas culturas ao redor do mundo estão comemorando o final do ano de 2017 e o início de 2018, e é inevitável que paire no ar a atmosfera de reflexão sobre o ano que se passou, juntamente com os planos para o novo ano. E comigo não seria diferente...

Eu queria falar hoje do que, para mim, tem sido o maior presente nos últimos 3 anos: o autoconhecimento.

O processo de autoconhecimento pode ser visto como um momento muito introspectivo... Pelo menos foi o que aconteceu comigo. Eu tive a possibilidade de ficar "fora do ar", "sair do contexto", de ficar comigo mesma, tanto há 3 anos atrás, quanto agora, em 2017. E por mais que esse cenário tivesse sido considerado assustador para mim alguns anos antes, hoje percebo o quão enriquecedor ele foi e continua sendo.

Eu imagino que este processo é como quando temos o sonho da casa própria, e em determinado momento finalmente conseguimos comprá-la. A gente não vai se mudar sem fazer uma vistoria no ambiente, principalmente se for um imóvel antigo, não é? Muitas vezes, antes que o imóvel fique como queremos e para que possamos habitá-lo com segurança, é preciso fazer uma vistoria, análise, reforma, limpeza e finalmente a decoração... Pintar e decorar simplesmente para não ver as rachaduras nas paredes, não resolve e ainda pode ser muito perigoso. Além disso, se houver um porão na casa, não vamos simplesmente nos mudar sem antes checar o que tem lá dentro, não é mesmo?

Isso também acontece com a gente. Para nos "habitarmos" com plenitude, é preciso cuidarmos de cada aspecto das nossas "estruturas". Dá trabalho? Sim. Dói? Sim. Pra sempre? Acredito que não, até porque nada é pra sempre, não é verdade?

Então eu quero, de todo o coração agradecer por todo esse processo, por ter encontrado materiais e pessoas que trouxeram ferramentas fundamentais que me ajudaram, e ainda ajudam, a conhecer a mim mesma e a trabalhar minhas estruturas. Mal posso esperar o que virá em 2018.

Boas festas a todos! Que a gente possa se abrir, cada vez mais, para esse processo que faz de nós mesmos o melhor lugar e a melhor companhia para termos a qualquer momento! 


Gratidão,
Cinthia



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Perdão

A palavra perdão vem me aparecendo de diversas formas nos últimos dias, através de mensagens no Whatsapp e no Facebook e posts de diferentes lugares.

Coincidência ou não, eu venho lembrando de várias situações que me marcaram de alguma forma, algumas das quais eu pensei já ter me esquecido... Até elas reaparecerem e me lembrarem que eu não as esqueci, apenas as escondi de maneira quase perfeita... E quase consegui me enganar pensando que estas memórias não existiam mais.

E agora me peguei perguntando: por que eu fiz isso? Por que escondi essas memórias? Por que não lidei com elas? 

Imagino que esta seja uma situação comum a muitas pessoas: nós passamos por um momento desagradável, damos aquele sorriso amarelo, e depois é como se varrêssemos isso para debaixo do tapete, sem nos dar conta de que em algum momento este "montinho" vai reaparecer, e a não ser que a gente abra a porta de casa e coloque este "lixo" em seu local devido, ele nunca vai embora... Vai sempre ficar lá, e a medida que o tempo passa, vai nos causando danos silenciosos, assim como fazem os ácaros, por exemplo.

Daí chegamos à questão do perdão... De tanto pensar na palavra, fiquei curiosa e fui procurar seu significado... E pesquisando na internet, vi várias definições, mas o que mais me chamou a atenção foi sua origem. Perdoar vem da junção de per + donare, que significa respectivamente "total/completa + dar/doar/entregar".

E o momento "putz" veio justamente aí! É muito difícil perdoar se a gente não entrega, não "larga o osso". Quando a gente insiste em ficar remoendo o que aconteceu, como a outra pessoa estava errada e eu estava certo/a, ou como eu fui magoado/a... Enfim, quando a mente insiste em ficar "procurando pelo em ovo".

Talvez a questão na qual podemos pensar não seja "como perdoar?" mas "como entregar?", "como deixar ir?", "como largar o osso?"...

Eu fiquei muito fã do livro "O Poder do Agora", do Eckhart Tolle. Ele nos ensina que o "agora" é tudo o que existe, e se é tudo o que existe, significa que o que quer que tenha acontecido não existe mais, só na nossa mente, que assim como um computador ou smartphone, precisa de uma limpeza de tempos em tempos.

Enfim, a grande sacada hoje é entregar, deixar ir... Começar, pouco a pouco. O perdão não significa que a outra pessoa não vai lidar com o que quer que ela tenha feito, muito menos significa que a gente vai apagar o que aconteceu da memória. O que acontece é que o perdão é a ferramenta principal de limpeza interna... É mais para nós mesmos do que para o outro. 

Fácil? Não! Mas acredito que o perdão é como se fosse um músculo, quanto mais se exercita, mais força ele ganha. E não importa quanto vai levar para conseguirmos, o importante é começar! :) 


Grande abraço! 



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Máscaras



Olá, amigos!

Eu voltei!!! Não sei se consigo manter uma constância aqui, mas hoje deu aquela vontade de dar uma passadinha (bom, a vontade surgiu ontem exatamente na hora que eu encostei a cabeça no travesseiro... Enfim, prossigamos!)...

Queria falar um pouquinho a respeito do uso de máscaras na vida. É difícil admitir, mas usamos máscaras o tempo todo. Na verdade eu posso falar por mim mesma: eu usava. 

Desde a mais tenra idade a gente aprende a usar máscaras pelos mais diversos motivos, e todos convergem para um maior: o outro, o nosso próximo. Nós praticamente nascemos ouvindo que a opinião do outro é importante, que precisamos da validação do outro para fazermos o que quer que a gente queira fazer.

Durante anos eu li muitos livros na religião que eu tinha (eu me dizia espírita, mas hoje digo somente que sou espiritualista e pego o que acho que há de melhor em cada local que eu vou), e hoje vejo que entendi mal alguns dos ensinamentos... Eu entendi que eu tinha que me anular para que as pessoas fossem felizes. Com isso as máscaras começaram a aparecer e surgiu a Cinthia que meus amigos e alguns familiares conhecem: sempre generosa, sempre de bem com a vida, sempre um ombro amigo pra o que der e vier, sempre forte... sempre. Essas máscaras foram usadas incansavelmente durante anos a fio e hoje, 36 anos, início de depressão e alguns problemas de saúde depois eu percebi que não sou só essa pessoa "sempre alguma coisa"... Eu olho pra trás e vejo muito choro no chuveiro, no travesseiro (isso quando eu me permitia, porque eu aprendi também que chorar demais não era bom)... E vejo o tamanho da violência que pratiquei contra mim mesma. Sem saber, claro... Hoje eu acredito em uma das afirmações da neurolinguística que diz que "toda ação tem, por trás, uma intenção positiva", e eu sei que tudo o que eu fiz até hoje está carregado do que eu tinha de melhor.

O que ocorre hoje é um cansaço. Cansei de usar máscaras. Cansei de ser "sempre alguma coisa". Cansei de não ser eu. Isso, para algumas pessoas, vai ser chocante, e talvez até injusto, já que elas "compraram" uma imagem minha que na verdade nem sempre existe.... aliás, podem ter sido atraídas por algo em mim que talvez nem exista mais, já que assim como todos os seres, eu estou em constante evolução.  

Por tudo isso, é com lágrimas de alívio que eu digo: estou destruindo minhas máscaras. Chega! Acabou a festa do caqui, rs... Quem estiver e chegar na minha vida vai ver uma pessoa de verdade, que tem sim seu lado generoso, divertido, amigo, sociável etc, mas que também aceita e precisa do seu lado sombra... Que muitas vezes vai querer ficar sozinha pelo simples fato de que quer ficar sozinha. E que vai se dar o luxo de ter perto de si o que e quem fizer bem. Talvez com isso a minha popularidade, tão arduamente conquistada, baixe... Mas tudo bem, com isso também a pessoa mais importante da minha vida vai sempre ter muito orgulho de mim: eu mesma. 


Amor e luz para todos nós sempre!

Namastê!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Olá!

Hoje me peguei pensando no livro "O Poder do Agora", do Eckhart Tolle (não terminei de ler ainda, mas estou tão apaixonada que já até mencionei ele no post anterior), que fala justamente do quão poderoso é o momento que vivemos no nosso presente. O Agora contém todas as possibilidades. É aqui que tudo acontece! Neste momento. Nem antes e nem depois! 

O autor escreveu no formato de perguntas e respostas, e eu vi muitas perguntas de pessoas que realmente não sabiam como focar no presente momento. Como fazer? Estas perguntas foram brilhantemente respondidas, mas ainda assim parece que nossa mente "furacão" quer sempre arrumar um jeito de achar um "e se?" pra complicar esse processo de aprendizado... 

Existem vários exercícios fantásticos para nos ajudar a nos manter focados no tempo presente: ao tomar banho, por exemplo, podemos prestar atenção à temperatura da água, a como ela cai sobre o nosso corpo... Também podemos procurar sentir o aroma e a textura do nosso sabonete etc; E hoje me veio em mente mais um exercício, que eu não sei se já foi mencionado antes, mas que pra mim é uma super sacada: uma forma muito bacana de se focar no presente é procurar algo no agora pra apreciar. O que existe de bacana no que você está fazendo ou observando agora? Tem algum perfume que você sente? Existe alguma música prazerosa tocando? Procure o que apreciar! Busque, neste momento, alguma coisa legal dentro do que você está fazendo. Foque nisso! Sem julgamentos. Sem "e se?". Somente viva esta sensação. 

Pra mim, o fato de decidir sentar aqui pra escrever, mesmo tendo um monte de coisas esperando pra serem resolvidas, já faz este momento valer muito a pena. :)


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Pontos de vista

Olá!

Como já aconteceu muitas vezes, hoje eu vim aqui compartilhar um insight que tive quando assisti a última aula online da linda da Flávia Melissa (aliás, super recomendo que dêem uma olhada no site dela!). Ela disse que o nosso ponto de vista não tem nada a ver com o que estamos enxergando, mas sim, onde nos encontramos para que vejamos as coisas de tal forma. Por exemplo, neste momento eu estou vendo meu computador. Logo atrás dele tem um rack com uma tv, os aparelhos da tv a cabo e da internet. Do meu lado estão meus gatos dormindo. No entanto, quem está lendo esta mensagem provavelmente está tendo uma visão completamente diferente. E olha só que coisa louca: ninguém está errado! Estamos sim, em locais diferentes, visualizando coisas diferentes, e todas as coisas que estamos vendo existem naquele espaço/tempo onde nos encontramos.

Isso me fez pensar no tanto de desentendimento causado por isso: pelo fato de estarmos enxergando as coisas por perspectivas diferentes, e também pelo fato de acharmos que nossa perspectiva é a certa e a do outro é a errada. O nome disso? Julgamento. Acredito que temos uma habilidade muito bem treinada em classificar o que vemos como bonito/feio, certo/errado etc... Até aí tudo bem, mas o grande problema é queremos forçar nosso próximo a ver as coisas pelo nosso ponto de vista, o que provavelmente é impossível já que, como dito anteriormente, o próximo pode muito bem estar em um local completamente diferente do nosso, e com certeza está vendo as coisas por uma perspectiva completamente diferente, e nem por isso mais certa ou errada do que a nossa.

Acho que só existe uma forma de conseguirmos entender o ponto de vista do outro: nos colocando em seu lugar... E ainda assim pode ser que não enxerguemos as coisas da mesma forma, porque ainda assim podemos ter pontos de vista diferentes.... 

O que fazer então? 

Sabe, deve existir um motivo pelo qual tenhamos tanta

s formas diferentes de ver as coisas... Na verdade eu diria que existem mini universos dentro de cada um, o que é fascinante! E não seria fantástico conhecer um outro universo? Se abrir para todo aprendizado que pode vir do universo daquele ser que coexiste conosco! Só que pra isso é necessário que exercitemos a arte de respeitar a existência desse verdadeiro "multiverso" onde nos encontramos, ao invés de lutar contra ele. Não só dói menos, como na verdade, pode ser muito mais prazeroso do que se imagina!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O lado bom

Olá!

Depois de mais de 1 ano sem postar nada no blog, resolvi trazer esse espaço de novo à vida. 

Hoje eu vi um post numa página que sigo no facebook (chamada "Soul Speaking", que em tradução literal significa "alma falando"), que dizia o seguinte: "Treine sua mente para ver algo bom em tudo". E isso me fez pensar no quanto nós temos dificuldade em ver o lado bom das coisas. Na verdade isso parece uma tarefa impossível. Mas sabe, talvez a gente ainda não tenha pensado na possibilidade de que visualizar algo pode ser uma habilidade a ser desenvolvida. 

Sem perceber, a habilidade de ver o lado negativo das coisas acabou sendo implantada na nossa mente, de diversas formas, por diversos motivos, por diversas pessoas e em diversos momentos. Isso agora não importa. O que importa é que assim como em algum momento treinamos para ver o lado negativo do que está ao nosso redor, pode ser muito possível nós nos treinarmos para redirecionar a nossa visão. 

Eckhart Tolle, em seu livro "O poder do Agora", diz que grande parte do nosso sofrimento existe porque somos dominados pela nossa mente, que é o principal obstáculo entre nós e nosso "Eu Superior". Por que? Porque nós pensamos que somos nossa mente! 

E agora vem aquele momento em que a pessoa que está lendo isso vai olhar e pensar "xiii, essa daí esqueceu de tomar a dose do remédio que coloca os parafusos no lugar", rsrs... Mas o que ocorre é que, na verdade, nossa mente é como uma ferramenta que arquiva nossas experiências, selecionando as categorias onde as mesmas deverão se encontrar para que futuramente nós possamos reencontrar esses arquivos para uso futuro. Isso é muito útil, já que nossa vida gira em torno das nossas experiências e como as utilizamos para acontecimentos futuros. Só que a grande sacada é que nossa mente não define quem somos na essência. Existe um "nós" que vai muito além dessa ferramenta que cataloga experiências. Existe um "nós" que se comunica com uma parte que a mente não acessa, porque não tem nada a ver com as experiências mundanas, mas sim com o que poderia ser chamado de alma. 

E é isso, o que a mente vê é muito pequeno em relação ao que a alma vê, mas como passamos muito tempo das nossas vidas enxergando as coisas pelas lentes da mente, não conseguimos acessar a visão da alma. É como se a alma fosse uma lente multifocal, e que a mente só conseguisse reproduzir lentes pra quem tem miopia ou hipermetropia, por exemplo. 

Então o que acontece é que: para vermos as coisas pela perspectiva da alma, devemos trocar a nossa "lente". Só que, como toda troca de "lentes", digamos, precisamos de um período de adaptação... Precisamos treinar nossos olhos para se acostumar com as novas lentes, e isso exige tempo e persistência, pois os olhos podem apresentar uma certa resistência num primeiro momento. 

Como é de se imaginar, é um processo que leva tempo, e só nossos "olhos" podem determinar o quanto isso vai demorar. Vai depender do quanto estávamos acostumados as lentes anteriores. Mas só quem se permite trocar as lentes vai poder, de fato, experienciar uma nova visão. Enquanto estivermos apegados as lentes que sempre usamos, veremos as coisas como sempre vimos. Simples assim. :)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

100 dias de gratidão - dia 68


Olá!!

É com esta mensagem que eu me enchi de inspiração para escrever o primeiro post de agradecimento de 2015! São tantas ideias na minha cabeça que eu estou até tonta, rsrs...

Há algum tempo atrás eu estava lendo um dos posts maravilhosos (ou devo dizer "maraviWonderful"? rs) de uma pessoa que não me conhece (pelo menos não nessa vida), mas que eu venho seguindo e tem me feito muito bem: a Flavia Melissa; e uma das mensagens dizia para seguirmos os sinais que a vida nos dá. Sim, eu entendi o que ela quis dizer, mas confesso: eu não estava tendo muitos sinais ultimamente, ou melhor, eu não estava enxergando, porque depois eu descobri (num dos meus vários momentos "Putz!") que eles sempre estão lá! Basta eu tirar a venda dos meus olhos de vez em quando, né? :)

Bom, nos últimos tempos venho tendo várias lições, mas elas parecem ser sempre sobre o mesmo tópico: desapego (sim, o mesmo sobre o qual eu já escrevi aqui outras vezes). Mas sabe, eu só estou começando a abrir meus olhos nos últimos dias... E adivinha "quem" apareceu? Sim, eles: os sinais! Primeiro uma conversa maravilhosa com uma amiga-irmã querida a respeito de novas resoluções na minha vida e meus medos (aliás essa conversa me fez muito bem, melhor do que ela imagina!!), depois um post deste blog aqui super bacana, daí um sentimento de alívio dentro de mim e agora, esta mensagem acima! 

Puxa, que maravilha é a gente descobrir (pela "enésima" vez, no meu caso, rs) que tem tanta coisa boa vindo em nossa direção e que a única coisa a se fazer é "abrir a porta"! Deixar as resistências pra lá, sabe? Botar o medo pra correr! rsrs

Hoje agradeço imensamente por eles: os sinais! Que sempre estão por aí, independente do que aconteça! Basta estar atento! :)